o fim da internet banda larga

Capturar2pois que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu apenas temporariamente a cobrança de internet fixa com limite de franquia (por 90 dias e até que as operadoras estejam preparadas), já dava para sentir que algo estava errado. Após a publicação da medida, o presidente do órgão, João Rezende, jogou mais uma pá de terra em cima de redes ilimitadas.

Em coletiva, Rezende deixou claro que a era da internet fixa ilimitada no Brasil está no fim e que essa transição é mesmo inevitável. A culpa, segundo ele, é da infraestrutura de rede que não é mais capaz de lidar com a realidade do mercado nacional. “Nem todos os modelos cabem à ilimitação total do serviço, porque a rede não suporta”, afirmou.

 

O presidente ainda jogou parte da culpa nas operadoras — elas fizeram o brasileiro acreditar que teria rede livre para sempre. “Acho que as empresas, ao longo do tempo, deseducaram os consumidores, com essa questão da propaganda de serviço ilimitado, infinito. Isso acabou, de alguma maneira, desacostumando o usuário. Foi má-educação”, alegou, segundo o Estadão.

 

Faça a sua parte

 

A medida de suspensão liberada ontem (18) pela Anatel prevê apenas 90 dias de “folga” antes da cobrança de franquia ter início. Porém, você pode tentar mudar essa situação antes que a sua internet vire um inferno. No portal e-Cidadania, do Senado Federal, já existe um projeto de discussão que pode chegar aos ouvidos dos políticos. No Avaaz, um abaixo-assinado bastante expressivo também está ativo e fala sobre o tema.

Só há um problema: como os esforços da política brasileira atualmente estão mais concentrados no processo de impeachment e em uma eventual transição de poder, pode ser que essa questão leve algum tempo para começar a ser debatida em Brasília.

Você joga games online? Segundo Anatel, a culpa do corte de internet é sua

 

que acontece com games online”, começa a falar o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) João Rezende, que continua: “Tem gente que adora, fica jogando o tempo inteiro, e isso gasta um volume de banda muito grande. É evidente que algum tipo de equilíbrio há de se ter porque, senão, nós teremos o consumidor que consome menos pagando por aqueles que estão consumindo mais. É essa questão da propaganda, do ilimitado e do infinito, que é um negócio que acabou desacostumando o usuário”.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa, e você pode conferir tudo o que foi dito no vídeo abaixo, disponibilizado pelo pessoal da Vox. Existem dois pontos importantes para notarmos na fala de João Rezende:

  • “Tem gente que adora”: é preciso entender que a frase “tem gente que adora” aparece de maneira negativa. É culpar o usuário, que deveria ser livre. É jogar a culpa nas costas de pessoas que buscam entretenimento, e deixar companhias e infraestruturas um pouco isentas.
  • “Teremos o consumidor que consome menos pagando por aqueles que estão consumindo mais”:neste ponto, é ilógico. Existem vários planos — e a necessidade de criar mais — que podem ser acomodados aos diferentes bolsos e necessidades. Uma pessoa “que adora” jogar games online, provavelmente, vai buscar um plano com mais velocidade e, por consequência, mais caro.

O fim da internet ilimitada

Na coletiva, Rezende deixou claro que a era da internet fixa ilimitada no Brasil está no fim. Ao que parece, com o aval da Anatel. Segundo o presidente, é a infraestrutura de rede que não é mais capaz de lidar com a realidade do mercado nacional: “Nem todos os modelos cabem à ilimitação total do serviço, porque a rede não suporta”, afirmou.

Além disso, a Anatel tirou o corpo dessa briga e disse que a prática de modelos limitados não vai contra a regulamentação. “A Anatel não proíbe esse modelo de negócios, no qual haja cobrança adicional tanto pela velocidade como pelos dados”, segundo a Agência Brasil.

 

 

 

 

 

 

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