Mulheres Gordinha Quer Ter um Corpo de 21

Mulheres Gordinha Tenha um Corpo de 21  é  Possivel 

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Habilidades sociais em mulheres obesas: um estudo exploratório

Aspectos

Dentre os aspectos psicológicos associados à obesidade,
pode-se destacar a qualidade das relações interpessoais,
supondo-se que as pessoas com sobrepeso podem,
pelas restrições associadas, possuir déficits em habilidades sociais.

Avaliaçao
Esta pesquisa avaliou, em uma amostra de 29 mulheres obesas mórbidas,
seus principais déficits em habilidades sociais gerais e diante de demandas de alimentação;
e a influência de características sociodemográficas e outros aspectos cognitivos e motivacionais sobre esses déficits.
As mulheres responderam o Inventário de Habilidades Sociais,

Habilidades:
questões sobre Habilidades Assertivas na Alimentação (HAA) e um Questionário sobre Obesidade.
A análise mostrou que as mulheres obesas apresentaram déficits principalmente em HAA,
sendo semelhantes à amostra normativa nas habilidades gerais;
não houve influência de características sociodemográficas;
há aspectos cognitivos e motivacionais importantes a serem considerados na análise.

 

 

Doença

A obesidade é uma doença e sua incidência vem aumentando consideravelmente em vários países, sendo considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. Embora não se disponha de dados mais recentes,

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o levantamento realizado no Brasil pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN,

1991) mostrou que, há cerca de 13 anos atrás, 32% da população adulta apresentava obesidade e sobrepeso, conforme avaliação do Índice de Massa Corpórea (IMC = 25 kg/m2), com maior prevalência entre as mulheres

 

(38%) do que entre homens (27%). Os dados epidemiológicos fornecidos pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO, 1997), sobre inquérito realizado há cerca de sete anos atrás, nas regiões nordeste e sudeste

 

(que representam dois terços da população brasileira) foram bastante semelhantes: 39% de mulheres e 38,5% de homens. Destes, a proporção de obesos adultos (IMC = 30 kg/m2) foi de 7% entre homens e 12,4% entre mulheres,

 

e a incidência de obesidade mórbida (IMC = 40 kg/m2) foi de 0,2% em homens, 0,8% em mulheres, com uma média de 0,5% de ambos os sexos.

 

O fato de a obesidade ter alcançado tais proporções está relacionado principalmente ao sedentarismo e ao excesso de calorias na alimentação. Na área de Psicologia existem poucos estudos sobre obesidade no Brasil, podendo-se apontar o grupo da USP-RP como referência em pesquisas sobre esse problema na infância (ver, por exemplo, Almeida, Nascimento, & Quaioti, 2002; Del Prette, 2002).

 

A obesidade

A obesidade  pode ser entendida como a deposição de gordura em excesso no organismo em razão da ingestão de maior quantidade de alimento do que a que pode ser utilizada para obtenção de energia (Guyton & Hall, 1996; Leite, 1996). Um dos métodos utilizados para medir o acúmulo de gordura é o Índice de Massa Corpórea (IMC),

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que é calculado dividindo-se o peso (em quilos) pelo quadrado da altura (em metros) (Cotran, Kumar & Collins, 2000). Os valores normativos são organizados em cinco classes, de acordo com o sexo (Halpern, 1998). Para o sexo

 

feminino, as classes são definidas pelos seguintes valores do IMC: baixo (abaixo de 19); normal (de 19 a 23,9); obesidade leve (de 24 a 28,9); obesidade moderada (de 29 a 38,8); obesidade grave ou mórbida (acima de 39).

 

Além de variáveis genéticas e biológicas, também estão envolvidos aspectos psicológicos, com alguns autores colocando-os como causas (Guyton & Hall, 1996), outros como conseqüência (Friedman & Brownell, 1995; Wadden & Stunkard, 1985) e algumas pesquisas questionando a existência dessa relação (O’Neil & Jarrel, 1992; Striegel-Moore & Rodin, 1986).

 

alguns efeitos

Nesse sentido, alguns efeitos da obesidade podem ser decorrentes do preconceito e da discriminação contra pessoas obesas. Uma investigação conduzida por Molinari e Riva (1995) mostrou que mulheres obesas sentem-se

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indesejadas socialmente. Outras pesquisas também mostram que as pessoas obesas são vistas de forma mais negativa do que pessoas não obesas nos aspectos de inteligência e sucesso (Miller, Rothblum, Brand, Barbour &

 

Felício, 1990) e, portanto, socialmente evitadas ou até mesmo rejeitadas para certas funções de trabalho. Esses estereótipos preconceituosos e a discriminação contra pessoas com excesso de peso podem gerar problemas

 

psicológicos e dificuldades variadas nas relações sociais que, por seu turno, podem complicar ainda mais o funcionamento adaptativo desse segmento da população.

 

psicológicos

Dentre os vários aspectos psicológicos potencialmente associados à obesidade, pode-se destacar a questão da qualidade das relações interpessoais. O estudo realizado por Miller e colaboradores (1990) mostrou que mulheres obesas causaram uma pior impressão nos demais, sendo consideradas menos agradáveis, menos habilidosas socialmente e

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com menor atratividade física que as não-obesas. Contudo, em um novo estudo, esses autores (Miller, Rothblum, Brand & Felicio, 1995) encontram dados discrepantes do anterior: as mulheres obesas possuíam mais amigos, tinham mais apoio destes e se comportavam de forma mais competente em situações sociais do que não obesas.

 

dificuldade

Considerando a dificuldade de exercitar a recusa em geral (Del Prette & Del Prette, 2003) e de recusar alimentos, em particular, uma hipótese pertinente seria que as pessoas obesas poderiam apresentar déficits de habilidades assertivas, entendendo-se estas como habilidade de enfrentamento de situações adversas, defesa de direitos, expressão

 

de sentimentos negativos e discordância (Del Prette & Del Prette, 2001). Klesges (1984) buscou verificar se isso realmente acontecia em todos os aspectos da vida do indivíduo (medidas globais da personalidade) ou se era restrito às questões referentes à alimentação (medidas específicas) em indivíduos. O autor verificou não haver diferenças entre

 

pessoas obesas e não obesas quanto aos níveis globais da personalidade mas, nas medidas específicas, constatou que indivíduos obesos se avaliaram como menos assertivos em demandas relacionadas à alimentação ou dieta e mais depressivos em relação ao peso do que os indivíduos com pesos normais.

experiência

Os participantes do estudo de Klesges eram pessoas que não tinham experiência com qualquer tratamento contra a obesidade, podendo-se inferir que, para essas pessoas, a obesidade provavelmente não era incômoda. Os resultados, por não incluírem pessoas obesas que se incomodam com sua condição e buscam tratamentos na solução do problema,

 

não são suficientes para qualquer explicação sobre obesidade e ausência de assertividade alimentar. O estudo de Klesges (1984) suscita, portanto, algumas questões para pesquisa: seus resultados se manteriam semelhantes em amostras de obesos sob tratamento, ou seja, pessoas que consideram a obesidade um problema? Seriam também

 

essas pessoas socialmente mais habilidosas em termos gerais e menos habilidosas no que se refere à “assertividade alimentar”? Estudos enfocando essa questão podem ser particularmente importantes para indicar alternativas de intervenção relevantes na melhoria da qualidade de vida dessa clientela (por exemplo, o Treinamento de Habilidades

 

Sociais); indicar fatores adicionais a serem levados em conta nos programas de controle da obesidade; verificar se tratamentos relacionados ao treinamento de habilidades sociais auxiliam também na perda de peso.

No Brasil, há ainda poucos estudos nacionais que buscam verificar possíveis relações entre habilidades sociais e obesidade e, em particular, com pessoas sob tratamento. Com base nas considerações anteriores, e tendo em vista a maior incidência feminina de obesidade em nosso meio, o objetivo dessa pesquisa foi analisar, em um grupo de

 

mulheres obesas mórbidas sob tratamento médico: a) a incidência de déficits no repertório de Habilidades Sociais Gerais (HSG) e em subclasses de Habilidades Assertivas Alimentares (HAA); b) a relação entre esses conjuntos de habilidades; c) a relação dessas habilidades com características sociodemográficas e outros aspectos cognitivos e motivacionais do controle de peso.

 

Método

Participantes

Participaram deste estudo 29 mulheres obesas, pacientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto que estavam se submetendo a um tratamento médico para a obesidade sob orientação de um médico residente na área de nutrologia e um nutricionista. O critério de inclusão na amostra foi o sexo (feminino), grau de obesidade (obesas mórbidas, ou seja, IMC>39). A média do IMC no grupo estudado foi de 49,99; somente 27,6% não apresentavam outro problema de saúde além da obesidade e 75,9% tinham participado de tratamento anterior contra a obesidade.

 

Com relação às demais características, a idade variou de 21 a 58 anos (média=37,57; desvio padrão = 10,27); o maior contingente era de casadas (48,3%), sendo as demais solteiras (27,6%) ou divorciadas e viúvas (6,9%), ou amasiadas (10,3%); quanto à escolaridade, a maioria (82,8%) tinha no máximo o primeiro grau completo; das demais, 6,9% obtiveram o segundo grau completo, outras 6,9% obtiveram o segundo grau completo e 3,4% não tinham escolaridade. Quanto à ocupação, 48,3% das mulheres trabalhavam fora de casa e 51,7%, apenas nas atividades do lar.

Instrumento

Inventário de Habilidades Sociais – IHS-Del Prette (Del Prette & Del Prette, 2001). Trata-se de um conjunto de mais de 21 itens que descrevem situações interpessoais com demandas para o exercício de habilidades sociais. Em cada item, o respondente é solicitado a indicar a freqüência (em uma escala que varia de nunca/raramente a sempre/quase sempre)

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com que reage da forma indicada e os resultados são posteriormente transformados em um escore geral para a escala total e em escores parciais para as subescalas ou fatores que agrupam os itens em cinco fatores: F1 = Enfrentamento e auto-afirmação com risco; F2 = Auto-afirmação na expressão de sentimentos positivos; F3 = Conversação e

 

desenvoltura social; F4 = Auto-exposição a desconhecidos e situações novas; F5 = Auto-controle da agressividade e da raiva. Esse instrumento vem apresentando boas qualidades psicométricas (por exemplo, ver Bandeira e col. 2000; Del Prette, Del Prette & Barreto, 1998) e tem parecer favorável do Conselho Federal de Psicologia (Edital CFP no 1 de 17/7/2003).

Questões sobre Habilidades Assertivas Alimentares (HAA). Referem-se a seis itens adaptados de Klesges (1984), redigidos no padrão do IHS-Del Prette e incluídos aleatoriamente entre os itens deste instrumento:Quando me oferecem um lanche fora de hora, não aceito; Em uma saída com amigos para, por exemplo, comer pizza, consigo ficar sem

 

comer resistindo à insistência dos meus amigos; Recuso-me a experimentar um novo produto de comida que está sendo oferecido no supermercado e parece gostoso; Recuso a oferta de repetir o prato nas refeições; Quando alguém me oferece um pedaço de algo que está comendo (por exemplo: um pedaço de chocolate, uma mordida do lanche),

 

eu recuso; Recuso a oferta de sobremesa. O conjunto desses itens produziu um alfa de Cronbach de 0,84, indicativo da sua validade.

Questionário de auto-relato da obesidade (QO). Foi elaborado de acordo com a literatura da área e envolveu questões abertas e fechadas sobre a obesidade e seus aspectos psicológicos, tais como avaliação do próprio comportamento de comer, motivação para emagrecer, expectativa quanto ao peso desejado e formas anteriores de tratamento.

Procedimentos de coleta de dados

O peso dos participantes foi obtido inicialmente por meio de consulta aos prontuários e os demais dados foram coletados em uma sala do Ambulatório do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no intervalo das consultas com o médico e nutricionista ou após essas consultas. Apenas seis participantes responderam ao questionário e ao inventário

 

sozinhas; as demais pediram que a aplicadora lesse os enunciados e anotasse as respostas dadas. No prontuário constavam, além de outras informações, a altura e o peso do dia das participantes.

Tratamento dos dados

Os dados do IHS-Del Prette e das HAA foram, inicialmente, organizados em planilhas, efetuando-se a tabulação dos escores gerais e fatoriais e dos valores médios de cada item para a amostra como um todo. Com base nos escores, foi realizada a análise estatística descritiva (média, desvio padrão e mediana) e a inferencial (Teste-t e ANOVA) para a

 

 

comparação entre esses valores e para a avaliação dos efeitos de características da amostra (escolaridade, estado civil, presença ou não de outro problema de saúde além da obesidade, realização ou não de tratamentos prévios da obesidade e trabalho fora de casa) sobre eles.

Além disso, os resultados foram comparados com os dados normativos preliminares da subamostra feminina de estudantes universitárias de 17 a 25 anos (Del Prette & Del Prette, 2001; Del Prette, Del Prette & Barreto, 1998), entendendo-se que essa alternativa era possível, com as devidas reservadas, considerando-se a falta de outros parâmetros em nosso meio.

Os resultados do QO, referentes ao IMC e IMC desejado, foram computados em médias do grupo, efetuando-se as comparações entre os dois índices. As respostas às questões abertas de relato foram organizadas nas classes e subclasses a seguir: Motivação para emagrecer: saúde; estética (“ficar mais atraente”; “ficar mais bonita”); aceitação

social

social (“para evitar discriminação”; “para evitar chacotas”); trabalho (“para trabalhar melhor”; “porque quero trabalhar”; “por causa do emprego”). Situações em que come mais freqüentemente e/ou em maior quantidade: ansiedade; tristeza; medo; frustração; problemas; discussão e raiva de alguém.

Realizou-se, ainda, uma análise de classificação e regressão por árvores tomando-se como variáveis dependentes as médias das IHS-Del Prette e HAA (técnica CART para o Answer Tree do Programa Estatístico SPSS, de Breiman, Friedman, Olshen & Stone, 1984) e como parâmetros do ajuste de regressão: no pai = 10, no filho = 5, impureza mínima = 0,0001.

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